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     É um facto que vivemos na era das redes sociais. Até aí nada de novo. No entanto, há coisas que continuam a surpreender-me diariamente. Associo a necessidade de partilhar tudo o que se faz nas redes sociais às gerações mais novas, que têm crescido com este espírito já incutido. Gerações essas da qual fazem parte muitas pessoas que (infelizmente) acreditam que a felicidade vem com os números. Número de publicações que fazem, número de likes, de amigos, de seguidores, de comentários... Quanto mais melhor. Agora aquilo que me deixa muito surpresa é essa necessidade de partilhar tudo surgir também em gerações mais velhas, que estão agora nos seus 50s e 60s. Não percebo o que faz uma pessoa a meio dos cinquenta sentir a necessidade de partilhar que um ente querido morreu, dedicando-lhe todo um texto. Não percebo o que leva outra pessoa, na mesma casa de idade, a ter necessidade de partilhar a sua aparente tristeza pelo facto de ter uma lesão ou de ter saudades do filho que foi para a universidade. O que é que se ganha com isto? A compaixão alheia? A palmadinha virtual nas costas, que na maioria das vezes é dada para se parecer mais cool? Sinceramente faz-me confusão, muita confusão. E ainda que as redes sociais venham com muitas coisas boas, assusta-me que as pessoas entrem, sem se aperceberem, em muitas das coisas más que com elas vêm. 

 

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Publicado às 11:19


2 Comentários

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De sacha hart a 01.11.2016 às 15:57

"palmadinha virtual nas costas" nunca tinha pensado neste termo, mas parece encaixar perfeitamente no que se trata. A mim também me faz confusão a partilha de um dia-a-dia que, na sua maioria, é (ou poderia ser) privado, e que, verdade seja dita, na maior parte das vezes não tem interesse para ninguém, nem mesmo para a pessoa que o partilha...
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De A.R. a 01.11.2016 às 21:37

É que acabamos por ler cada coisa, que não lembra mesmo a ninguém!

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